Pessoa
Amanda Askell
Amanda Askell é filósofa na Anthropic e autora declarada principal da Claude Constitution, na sua versão de janeiro de 2026. O documento, oitenta páginas com estrutura hierárquica em quatro secções normativas mais uma secção sobre a natureza do Claude, abandonou a forma de lista do primeiro esboço de 2023 a favor de uma metodologia que Askell formula em termos filosóficos precisos: para serem bons agentes no mundo, modelos como o Claude precisam de compreender porque queremos que se comportem de certas formas, e essa compreensão deve ser explicada, não imposta. Princípios explicados, não regras impostas: standards em vez de rules, na linguagem da teoria do direito.
A relevância de Askell para a tese deste blog é a autoria de um objeto que o direito europeu não absorve formalmente mas que tem influência prática que ultrapassa muitos instrumentos juridicamente reconhecidos. A Claude Constitution é, na argumentação de Constituição sem Estado, uma nova categoria de soft law privada produzida unilateralmente, com efeitos sobre o comportamento de um sistema que tem efeitos jurídicos relevantes, e cuja influência prática excede a de muitos instrumentos clássicos. A escolha do método (princípios explicados em linguagem natural com o próprio modelo como audiência) é uma escolha filosófica registável, e Askell é a figura que essa escolha encarna.
É discutida pelo nome em Constituição sem Estado, onde a posição filosófica subjacente à Constitution é o objeto central. A entrada como primary aqui reflete o peso da própria Constitution na arquitetura argumentativa do ensaio, não a frequência transversal nos cinco ensaios.
Artigos de que é autor
- Constitutional AI: Harmlessness from AI Feedback·arXiv: 2212.08073